Dostoiévski

Janeiro 14, 2010

Meu Deus! Um minuto inteiro de felicidade! Afinal, não basta isso para encher a vida inteira de um homem?


o cotidiano

Janeiro 14, 2010

destrói a inspiração


poema (continuação)

Outubro 18, 2009

nuns dias guardo,

noutros gasto.

nuns dias chego,

noutros basto.

nuns dias leio,

noutros grafo.

nuns dias receio,

noutros safo.


o ano de 2009

Outubro 16, 2009


não esqueça

Outubro 13, 2009

do que te inspira.

Claus, pensando no que disse o Bob Dylan – O maior favor que se pode fazer a alguém é inspirá-lo.


poema (na parede do quarto)

Outubro 13, 2009

“Pero el amor es simple

y a las cosas simples

las devora el tiempo”

Tejada Gomez, na voz da Mercedes Sosa


poema

Outubro 13, 2009

coisa rara:

teu espelho

tem minha cara.

Millôr


Deus

Junho 9, 2009

se Deus existisse, Ele teria criado o homem à Sua imagem e semelhança, não como os cães – uns mansos, outros irrascíveis. o meu deus é o equilíbrio.

o meu deus canta, dança, briga, brinca. o seu Deus observa.  o meu deus avalia, o Seu julga.

se Deus existisse, Ele não me obrigaria a frequentar um lugar escuro e frio, acender velas e implorar pela absolvição de algo que eu não fiz. a minha igreja é o mundo.

se o SEU Deus existisse, Ele não me falaria sobre o absoluto, não me catequizaria, mas discorreria sobre o relativo e me daria livre arbítrio, não regras. a minha liberdade é o silêncio.

o meu deus falha e aprende com os erros. o seu Deus é orgulhoso, mesmo quando erra, não admite. o meu deus ri, o Seu se abstém.

a existência do seu Deus implicaria na paz, na bondade, na humildade e na igualdade entre todos os “homens”. eu tenho visto de tudo: tirania, humilhação, doença, ódio – menos o que o SEU Deus prometeu. o seu Deus te ignora, o meu deus me ama.

eu sou meu deus.


seqüência

Dezembro 16, 2008

Ó velho companheiro, agüenta firme por ai, em conseqüência de nova regra tornar-te-ão ainda mais à margem da gramática.

Sentirei saudades dos velhos tempos, de antes daquele seqüestro em München. Afirmo com grande tranqüilamente que ainda hei de homenageá-lo vez ou outra. Alguns argüirão a despeito de minha insistência quase eqüestre, no entanto, insisto que propor a exclusão desse freqüente amigo é proposta inexeqüível e não há quem me apazigüe os ânimos.

Frente à tua antigüidade e capacidade eqüidistante tanto em multilingüismo como em ubiqüidade, não há til, não há circunflexo que não soe delinqüente diante da tua grandiloqüência. Tu meu velho, és sangüíneo na língua.

Pois que eu, mesmo em cinqüenta anos, me recordarei freqüentemente de ti, velho amigo. E caso nesse qüinqüênio já tenham todos olvidado de ti, viverás p’ra sempre na saüdade deste pobre velho.


poema

Dezembro 9, 2008

nuns dias leio
noutros grafo
nuns dias receio
noutros safo


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